Folha na Sucessão de Bush
Folha na Sucessão de Bush
 

"Bush" endossa "McCain"

"Bush" endossa "McCain"

Segundo a CNN, o Saturday Night Live aumentou sua audiência média em cerca de 15 pontos nesta temporada. Hm. Pergunto-me se Tina Fey, genial, tem algo ver com isso. Ah, para fãs... Will Ferrell também está de volta.

No esquete desta noite, McCain foge do apoio de Bush, e o atual ocupante da Casa Branca papeia com Sarah Palin, após um surto de shopping descontrol, explicando como, na verdade, é o vice quem manda. É claro que os "superliberals" roteiristas do SNL não deixam de fazer sua parte da campanha.

Escrito por Luciana Coelho às 20h22

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Oito pontos

Oito pontos

Obama abriu oito pontos de vantagem na média de pesquisas agregada pelo Real Clear Politics _que inclui hoje 16 levantamentos compilados entre dia 16 e ontem. O democrata tem sustentado uma vantagem média acima de seis pontos (o intervalo mais comum de média de erro das pesquisas) desde o último dia 5. Veja os números:

Barack Obama - 50,4%

John McCain - 42,4%

E no Colégio Eleitoral, onde a eleição ocorre de fato e são necessários 270 votos para vencer:

Obama - 306 (255 "consistentes" e 51 "tendência")

McCain - 157 (137 "consistentes" e 20 "tendência")

Indefinidos - 75 (Flórida, Carolina do Norte, Indiana, Missouri, Nevada, Montana e Dakota do Norte)

Escrito por Luciana Coelho às 20h07

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Cena do dia...

...de ontem (desculpem o atraso). Obama visita a avó, muito doente, em Honolulu. A foto é da Reuters.

Escrito por Luciana Coelho às 12h15

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Para os loucos por números

O principal analista do Real Clear Politics, Jay Cost, acaba de postar um comentário em que analisa a diferença entre as pesquisas e o que pode ser inferido disso.

 

Escrito por Claudia Antunes às 19h07

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Os cálculos de McCain

Os cálculos de McCain

Adam Nagourney, repórter político do "New York Times", explica hoje por que a equipe de McCain, apesar de todas as deserções e disputas internas, ainda não dá a eleição por perdida. Cita Estados-chave que hoje pendem para Obama e ele espera recuperar, como Ohio, a nova ênfase negativa no plano tributário do democrata e a esperança, ainda pequena, de que jovens e outros setores que pendem em grande margem para Obama não votem em tão grande número como se espera.

Na média de intenção de voto hoje do Real Clear Politics, Obama está 7,5 pontos à frente de McCain (50,2% a 42,7%), mas as pesquisas concluídas ontem apontam margens tão díspares quanto 10 pontos (Reuters/Zogby) e 3 pontos (GWU/Battleground).

 

 

Escrito por Claudia Antunes às 16h41

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Não colou

Não colou

O "New York Times" acaba de colocar no ar sua nova pesquisa, feita entre os dias 19 e 22 deste mês em conjunto com a rede CBS. Nela Barack Obama aparece com vantagem de 13 pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain _a mesmíssima que mantinha no levantamento anterior. Entretanto, desta vez, ambos avançaram um ponto: o democrata tem 52% das preferências, e o adversário, 39%.

Mas há duas coisas bem mais interessantes do que isso no levantamento, que ouviu 1.046 eleitores registrados no país e tem margem de erro de três pontos em ambas as direções. 1) A plataforma tributária de Obama _cortar impostos de quem ganha menos de US$ 250 mil/ano e elevar os de quem ganha mais _é aprovada por 62% dos respondentes; 2) Obama está avançando entre nichos da população que nas últimas duas eleições presidenciais votaram no republicano George W. Bush.

O interessante da primeira conclusão é que o ataque ao plano tributário de Obama é justamente a peça central na artilharia de McCain. Desde que o democrata foi flagrado em vídeo dizendo desajeitadamente a um transeunte em Ohio _que depois renasceria ao mundo sob o epíteto Joe, o encanador mesmo não sendo nem Joe nem encanador_ que seu plano visava distribuir melhor as riquezas, o campo republicano não perdeu chance de atacá-lo como "socialista". Politicamente, o adjetivo, nos Estados Unidos, só não causa mais danos do que "ateu" _"terrorista" ainda me parece um termo inédito para se referir a um político, embora a platéia republicana goste de ligá-lo a Obama.

A campanha apaixonada de McCain/Palin contra os impostos assumiu um tom tão estridente, aliás, que andou atraindo reprimendas até de conservadores, como o colunista do "New York Times" Thomas Friedman fez há duas semanas.

Já a segunda premissa era algo esperado considerando o avanço de Obama em Estados-pêndulo que tendem muito mais aos republicanos do que aos democratas, caso de Virginia. Segundo a pesquisa do "Times" com a CBS ele avança entre quem tem renda anual acima de US$ 50 mil, mulheres casadas, moradores de subúrbios, católicos e homens brancos (sendo que nos quatro primeiros ele está na frente e no último, atrás). 

Mas, como nem tudo são flores nem para The One, um terço dos eleitores entrevistados diz conhecer alguém que não votará em Obama porque ele é negro. Para esses, ele será sempre "that one".

Escrito por Luciana Coelho às 21h41

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Obama e Ohio

Obama e Ohio

A maior novidade das pesquisas compiladas pelo Real Clear Politics hoje é que, pela primeira vez, Barack Obama aparece claramente na frente em Ohio, Estado crucial para conquistar os 270 votos necessários à vitória no Colégio Eleitoral.

Na média de seis pesquisas compilada entre dia 16 e ontem no Estado, o democrata surge com vantagem de 6 pontos (49,7% X 43,7%), fora da margem de erro. Em quatro dos levantamentos ele está na frente _sendo que no da Universidade Quinniapac, com bizarros 14 pontos. Já John McCain lidera o da Rasmussen para a Fox News (2 pontos) e o da Mason-Dixon para a NBC (1 ponto).

Ohio tem direito a 20 votos, dos 538 no Colégio Eleitoral. Mas o Estado, considerado "pêndulo" (sem preferência partidária clara), é visto como um microcosmo americano, e nas eleições recentes ninguém no país se tornou presidente sem conquistá-lo.

Alguns palpiteiros de plantão dizem que o vencedor desta eleição será quem levar Flórida, Virgínia e Ohio. A Flórida que já chegou a entrar na coluna de pendente a Obama, voltou a ficar indefinida. Aliás, cada vez mais indefinida: hoje a vantagem do democrata sobre o republicano na média de pesquisas é de apenas 1 ponto. Já na Virginia Obama tem sustentado uma margem entre 7 e 8 pontos.

Veja como ficou a projeção do Colégio Eleitoral:

Barack Obama - 306 (259 "consistentes" e 47 "tendência")

John McCain - 160  (137 "consistentes" e 23 "tendência")

Indefinidos - 72 (Flórida, Carolina do Norte, Indiana, Missouri, Nevada e Dakota do Norte)

Veja agora como está a média de 14 pesquisas nacionais compiladas pelo RCP entre dia 16 e ontem, na qual Obama sustenta margem de 7,4 pontos:

Obama - 50,1%

McCain - 42,7%

Escrito por Luciana Coelho às 13h36

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Deferência à Fox e a McCain

Deferência à Fox e a McCain

Como a mais nova masoquista do pedaço, não pude deixar de notar que desde segunda-feira o segundo grande gancho midiático da Fox (depois de Joe, o encanador) é a última mancada de Joe Biden, o candidato a vice na chapa democrata.

Falando no fim de semana, Biden previu uma "grave crise internacional" (subentendeu-se um atentado terrorista) para testar a força e o caráter de Obama, caso ele seja eleito. Era o que McCain precisava para fazer o assunto da campanha voltar à segurança nacional, tema que o favorece, e acrescentar mais essa hipótese aos "riscos" que a eleição do democrata representaria.

Pois não é que hoje Obama acabou comentando o caso? Primeiro, passou um pito público em Biden por falar demais, "usar às vezes retórica floreada demais". Depois, disse que o próximo governo será testado independentemente de quem for o presidente.

Ponto para a Fox, e, pressumo, para o radialista ultraconservador Rush Limbaugh (que não ouço, mas, pelo que tenho lido, anda a toda).

Escrito por Claudia Antunes às 22h36

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Esquizofrenia numérica

Esquizofrenia numérica

Ok, a Associated Press soltou há poucas horas uma pesquisa na qual Barack Obama está somente UM ponto na frente de John McCain.

O desencontro entre os levantamentos é sabido _em alguns, o democrata surge com vantagem de 14 pontos, em outros, de 4. Mas UM ponto de diferença é surpreendente pelo andar da carruagem numérica nos últimos dias.

Segundo reportagem do "Financial Times" que estará na Folha de amanhã, em muito essa esquizofrenia se deve às diferentes amostragens com que os institutos trabalham: alguns incluem em sua base de pesquisa projeções de mudanças no perfil do eleitorado que certamente ocorrerão neste ciclo eleitoral, mas que não há como medir com precisão. Daí as desavenças.

O Gfk ouviu para a Associated Press 1.101 adultos, sendo 800 deles prováveis eleitores, entre os dias 16 e 20 deste mês. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais em ambas as direções para o caso dos prováveis eleitores. O número onde aparece a diferença de UM ponto é o dos prováveis eleitores (entre os participantes em geral, a diferença é de dez pontos).

Mais dados da pesquisa estão aqui.

 

Escrito por Luciana Coelho às 21h10

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Obama avança

Obama avança

Com a entrada na conta dos levantamentos do Pew, do Wall Street Journal e da Reuters, dilatou-se a vantagem de Obama na média de 12 pesquisas compilada pelo Real Clear Poltics entre dia 15 e ontem. A frente aberta pelo democrata bate agora em 7,6 pontos _acima da margem de resguardo recomendada pelos teóricos do "efeito Bradley", segundo o qual o racismo latente leva gente a declarar aos pesquisadores que votará em um candidato negro enquanto, na hora de encarar a urna, a coisa não é bem assim.

Barack Obama - 50,6%

John McCain - 43%

Já no Colégio Eleitoral, John McCain "reconquistou" a Virgínia Ocidental e diminuiu um pouco a diferença para o democrata, que segundo as projeções do RCP com base em pesquisas estaduais já superou a marca dos 270 votos necessários para se eleger presidente nessa instância em 15 de dezembro.

Obama - 259 "sólidos" e 27 "tendência"

McCain -  137 "sólidos" e 23 "tendência"

Indefinidos - 92 (Flórida, Ohio, Carolina do Norte, Indiana, Missouri, Nevada e Dakota do Norte)

Escrito por Luciana Coelho às 14h13

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Como funcionam as eleições nos EUA

Como funcionam as eleições nos EUA

Entender a cabeça dos candidatos (e dos eleitores) americanos é tarefa para gênio, mas entender como funcionam as eleições presidenciais do país fica mais fácil no divertido vídeo abaixo, narrado em inglês.

Em resumo: vencer em cada Estado* dá direito a um pacote de votos no Colégio Eleitoral. O número de votos de cada pacote é proporcional à população local (por isso, Califórnia, Texas e Nova York são os Estados de maior peso). Quem conquistar mais pontos no total pode mandar empacotar a mobília e entregar na Casa Branca em 20 de janeiro.
*As exceções são Maine e Nebraska, que distribuem seus votos no Colégio Eleitoral proporcionalmente à votação de cada candidato.

Foi graças ao Colégio Eleitoral que, apesar de ter conquistado a preferência de menos eleitores que o democrata Al Gore, o republicano George W. Bush se tornou presidente em 2000, vencendo por pequena margem em Estados-chave, como a Flórida.

Escrito por Daniel Bergamasco às 01h10

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14 dias

14 dias

Nas nove pesquisas compiladas pelo Real Clear Politics entre dia 14 e ontem, a vantagem média de Barack Obama é de 5,9 pontos percentuais, ligeiramente maior do que ontem _mas nada que justifique o cantar antecipado de vitória de alguns funcionários de sua campanha.

Barack Obama - 49,7%

John McCain - 43,8%

No Colégio Eleitoral, o quadro permanece o mesmo segundo a projeção do RCP _lembrando que é ali que a eleição ocorre de fato, em 15 de novembro, e que são necessários 270 votos (maioria simples) para vencer.

Obama - 286 (259 "sólidos" e 27 "tendência")

McCain - 155 (137 "sólidos" e 18 "tendência")

Indefinidos - 97

Escrito por Claudia Antunes às 15h51

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Kristol, apaga a luz!

Kristol, apaga a luz!

Sérgio Dávila acaba de me mandar uma notícia tirada do "Washington Post" que me fez reler o e-mail três vezes.

É que Kenneth Adelman, neocon-raiz, parte do antigo círculo próximo a Bush (bem, isso antes de os neocons começarem a se arrepender), em entrevista a "New Yorker", declarou apoio a Obama. Isso mesmo. Adelman, para quem não sabe, ficou famoso pela frase de que a Guerra do Iraque seria um passeio (mais do que isso, ele disse "cakewalk").

Em troca de e-mails com a "New Yorker", o próprio Adelman comenta a bizarria de sua escolha: "Por que [apóio Obama], já que minhas posições se alinham muito mais às de McCain? E já que eu tenho verdadeira ojeriza à idéia de um presidente democrata, uma Câmara democrata e um Senado superdemocrata?"

Quer dizer, uma coisa é Colin Powell, que apesar de ter se prestado àquele papel ridículo na ONU antes da guerra, como bem lembrou a Claudia ontem, declarar que votará em Obama. Powell sempre foi um moderado. Mas Adelman? Aí ele responde: "Quando estourou a crise econômica, me deparei com John McCain dando voltas e voltas. Nesses primeiros dias, ele foi impetuoso, inconstante e imprudente, acabou parcendo esquisito." E emenda: "Tendo trabalhado com Ronald Reagan por sete anos, e tendo estado com ele em seus três críticos encontros de cúpula com Gorbachev, concluí que não dá para um presidente agir assim [como McCain] sob pressão."

O segundo motivo citado por Adelman é a escolha de Sarah Palin (também citado por Powell) _"eu não a contrataria nem para um posto mediano do departamento de controle de armas", diz o neocon. Parece que só falta o Bill Kristol agora admitir que a Palin é, no mínimo, desqualificada para o cargo que visa e que tê-la escolhido, é, sim, uma escolha duvidosa.

Cereja no bolo (democrata), a notícia do "Post" vem com a informação de que Obama está levando o voto de 22% dos eleitores que se dizem conservadores, sua melhor marca até agora.

Escrito por Luciana Coelho às 22h10

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Duas narrativas

Duas narrativas

Segui o conselho da leitora Marinilda e passei um bom tempo assistindo à Fox News. Enquanto a CNN e o "New York Times" destacavam o apoio de Colin Powell a Obama, na emissora de Rupert Murdoch o grande personagem ainda é Joe, o encanador. Alçado ao altar de primeira vítima do programa do candidato democrata de tornar o sistema de impostos nos Estados Unidos um pouquinho mais progressivo, ele foi o principal entrevistado da noite de domingo e teve sua saga comentada por "especialistas" do "Wall Street Journal" (também de Murdoch) e do ultraconservador "Washington Times".

Quando o insuspeitíssimo "Financial Times" proclama a volta de John Maynard Keynes, que chegou a sugerir que os governos enterrassem dinheiro e pagassem as pessoas para encontrá-lo, a fim de livrar o mundo da depressão e o capitalismo de si mesmo, é impressionante a persistência, nos Estados Unidos, da ideologia que vê o Estado como inimigo (e não o lugar da expressão das disputas de poder na sociedade) e o homem como uma ilha de ambição autônoma. Propagada durante mais de 30 anos, a partir de centros de estudos que a irradiaram para a mídia, essa ideologia tenta com todas as armas sobreviver enquanto desmorona seu maior paradoxo, que foi o fato de o governo Bush ter aumentado incessantemente os gastos do Estado, com guerras e incentivo ao consumo irresponsável, ao mesmo tempo em que cortava impostos dos mais ricos e das grandes empresas de uma maneira que faz até Ronald Reagan parecer social-democrata.

É o enraizamento profundo dos jargões dessa ideologia que permite que McCain venha abrindo seus discursos com advertências contra o "socialismo" obamista, como se ainda estivéssemos caçando comunistas sob os colchões, enquanto os porta-vozes do Partido Democrata soltam explicações esfarrapadas, aparentemente sem coragem de se arriscar a dizer o óbvio: como pagar por duas guerras (Iraque e Afeganistão), como pagar pelo pacote recém-aprovado de resgate do sistema financeiro, sem obter um pouco mais de dinheiro daqueles que foram os maiores beneficiários das políticas dos últimos anos?  

Escrito por Claudia Antunes às 19h17

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15 dias

15 dias

A vantagem de Obama sobre McCain continua na casa dos cinco pontos hoje (5,2), segundo a média de oito pesquisas compilada pelo Real Clear Politics entre dia 13 e ontem.

Barack Obama - 49,3%

John McCain - 44,1%

No Colégio Eleitoral, a única mudança é que Montana, Estado que estava na coluna dos "sólidos" a favor de McCain, passou para a dos que "pendem" para o republicano. Montana leva apenas três votos ao Colégio, mas o impressionante é que o senador veterano corra algum risco de perder o Estado, onde George W. Bush venceu com margem de 25 pontos em 2000 e 20,5 em 2004.

Obama - 286 (249 "sólidos" e 37 "tendência")

McCain - 155 (137 "sólidos" e 18 "tendência")

Indefinidos - 97 (Flórida, Ohio, Nevada, Carolina do Norte, Missouri, Virginia Ocidental, Indiana e Dakota do Norte)

Escrito por Luciana Coelho às 15h54

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Vantagem de Obama cai

Vantagem de Obama cai

Depois de uma semana com sete pontos ou mais de vantagem sobre McCain, na média do Real Clear Politics, a vantagem de Obama caiu hoje para cinco pontos. Isso mostra, como falei em post na sexta-feira, que é cedo para dar a eleição por encerrada, apesar do crescimento do apoio ao democrata entre "formadores de opinião" e dos seus gastos recordes em propaganda eleitoral. Pode ser que nos Estados Unidos, como vem acontecendo no Brasil, os "formadores de opinião" sejam cada vez menos influentes em eleições. A média de Obama caiu principalmente por causa da pesquisa Zogby/Reuters, divulgada na noite de sexta, na qual a vantagem dele é apenas de 3 pontos, na margem de erro portanto. O tracking diário do Gallup também dá 3 pontos, embora o tracking expandido dê 7 pontos de vantagem para o democrata.

Barack Obama - 48,8%

John McCain - 43,8%

No Colégio Eleitoral, a situação continua inalterada. Nos sete Estados mais disputados, caiu a vantagem de Obama no Colorado (de 8 para 6 pontos) e sobe na Virginia (de 6 para 8). Nos outros cinco (Missouri, Flórida, Nevada, Carolina do Norte e Ohio), a dianteira do democrata está dentro da margem de erro.

Barack Obama - 286, dos quais 249 considerados "sólidos" e 37 de tendência

John McCain - 155, dos quais 140 considerados "sólidos" e 15 de tendência

São necessários 270 votos para ganhar no Colégio Eleitoral

 

 

 

Escrito por Claudia Antunes às 18h45

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Powell, Obama e a religião

Powell, Obama e a religião

A grande notícia do dia é o apoio do republicano Colin Powell a Obama. Esperado desde sexta-feira, ele foi anunciado hoje no programa "Meet the Press", da NBC. Powell disse que Obama oferece uma abordagem "calma, intelectualizada, paciente e firme" aos problemas da superpotência e que sua candidatura representa a "mudança geracional" de que o país precisa. Também foi duro com McCain pelo uso de táticas que considera "além do aceitável no jogo de ataques e contra-ataques da política", referência ao terrorismo que os republicanos vêm fazendo com a associação de Obama ao ex-terrorista William Ayers, os boatos de que ele é um "muçulmano infiltrado" e todas as analogias que visam perfilar o democrata como o terrível "Outro".

Mas o homem que em 2003 fez o papelão de ir à ONU defender que Saddam fabricava armas de destruição em massa, rendendo-se à histeria neoconservadora daquele momento, se reabilitou de verdade, na minha opinião, ao fazer a pergunta óbvia que ninguém, na grande mídia americana, havia tido a coragem de fazer até o momento. "A resposta certa é: e se ele for [muçulmano]?", disse o general reformado, quando questionado sobre os boatos de que o Obama segue a religião de seu avô africano. "Existe algo errado em ser muçulmano neste país? Não, a América não é assim", completou.

Powell ainda citou o caso de um soldado americano muçulmano que, morto no Iraque, está enterrado no cemitério de Arlington. O vídeo da entrevista vai abaixo.

Escrito por Claudia Antunes às 16h22

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O blog Folha na Sucessão de Bush coloca uma lupa na eleição presidencial nos EUA e magnifica a cobertura da Folha. Com os repórteres Sérgio Dávila, Fernando Rodrigues, Daniel Bergamasco e Andrea Murta em campo e os comentários da editora de Mundo da Folha, Claudia Antunes, e da editora-adjunta, Luciana Coelho, traz bastidores, discussões e curiosidades que ajudam a explicar este momento de transição na história americana.

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