Folha na Sucessão de Bush
Folha na Sucessão de Bush
 

Jornada eleitoral, estação Casa Branca

Jornada eleitoral, estação Casa Branca

Olá. Depois de um ano de correspondência nos EUA, saio de férias e então volto a trabalhar na redação em São Paulo, enquanto os colegas deste blog continuam acompanhando a sucessão de Bush. Infelizmente, com a correria da cobertura ao longo do ano, não fiz fotos em todos os Estados, como Iowa, New Hampshire e Flórida, alguns dos primeiros a promoverem prévias. Segue uma seleção:


COLUMBIA (Carolina do Sul) - Na tenda ao fundo, comício de McCain


COLUMBUS (OHIO) - Hillary por US$ 2 (Há quem ache caro)


DETROIT (Michigan) - Super frio na primária republicana de Michigan!


INDIANÁPOLIS (Indiana) - Sonhos em praça pública



JACKSON (Mississippi) - Comitê em primária da reta final


Nova York (NY) - Expectativa sobre Hillary: desiste ou não desiste?


Nova York - Eu também cumprimentei (mas foi para tentar entrevista!)
Pedi e ele respondeu: "Se eu falar com você, terei que falar com os
outros jornalistas. Mas escreva aí que eu amo o Brasil."


DENVER (Colorado) - Na ensolarada Convenção Nacional Democrata


SAINT PAUL - Mostra cívica paralela à Convenção Republicana



CHICAGO (Illinois) - Povo celebra Obama no parque

Abraço a todos!

Escrito por Daniel Bergamasco às 04h20

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Encruzilhadas

Encruzilhadas

Recomendo algumas leituras aos interessados na discussão sobre as perspectivas da política externa americana, e o que o Obama poderá fazer com a situação complicada que está aí.

Uma é, infelizmente, um livro, "America and the World: Conversations on the Future of American Foreign Policy" _na verdade uma longa entrevista feita pelo repórter David Ignatius, do "Washington Post", com dois homens da velha guarda do establishment de relações anteriores, o democrata Zbigniew Brzezinski e o republicano Brent Scowcroft.

Scowcroft e Brzezinski voltam ao ponto zero da política americana no Oriente Médio para afirmar que os Estados Unidos nunca estarão em paz com os países muçulmanos enquanto não houver um acordo justo entre israelenses e palestinos.

Como se sabe, no primeiro mandato de Bush esse conflito de seis décadas foi enquadrado no marco da "guerra ao terror", o que estimulou o governo Sharon a sair unilateralmente de Gaza, enquanto a colonização da Cisjordânia ocupada era reforçada. O resultado foi mais radicalismo dos dois lados.

No ano passado, a secretária de Estado Condoleezza Rice tentou correr contra o tempo na Conferência de Annapolis, em que foi anunciado um acordo-marco até o final deste ano. Mas tanto o premiê israelense, Ehud Olmert, quanto o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, estavam fracos demais para fazer concessões e chegar a um entendimento.

Obama ainda não indicou como vai lidar com a questão. Tanto Brzezinski quanto Scowcroft acham que, sem pressão americana, e sem que os Estados Unidos tentem ser um mediador o mais imparcial possível, mesmo com sua aliança histórica com Israel, nada anda na Palestina histórica.

A outra questão é o Afeganistão. Obama disse na campanha que este é "o verdadeiro fronte da guerra ao terror" e que vai reforçar as tropas no país, que já pôs para correr tanto britânicos quanto soviéticos. Há uma discussão sobre se a Casa Branca deveria usar estratégia semelhante à adotada pelo general Petraeus no Iraque, que foi cooptar chefes tribais sunitas para combater a Al Qaeda.

Essa estratégia de fato reduziu a violência, mas trouxe problemas de longo prazo que estão longe de ser resolvidos. O governo iraquiano dominado pelos xiitas, por exemplo, resiste a incorporar esses milicianos, muitos deles ex-integrantes das Forças Armadas na época de Saddam Hussein, às forças regulares.

A discussão está num paper do Conselho de Relações Exteriores.

Uma visão alternativa sobre Afeganistão, Iraque e toda a noção da "guerra ao terror" está neste artigo do Andrew Bacevich publicado na Folha na semana passada. Coronel aposentado, professor da Universidade de Boston, Bacevich é um típico realista, cético quanto ao uso do poderio americano para a tarefa de "construção de nações" e para as guerras irregulares, como são as do Iraque e do Afeganistão. 

Escrito por Claudia Antunes às 16h13

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Mudança de era?

Mudança de era?

Uma das discussões fundamentais entre intelectuais e historiadores sobre esta eleição americana é se ela constitui uma eleição de realinhamento, como são chamadas as escolhas que inauguram uma nova era ideológica no país, independentemente de o presidente de turno ser democrata ou republicano.

Para ficar só no século 20 e neste, o consenso entre historiadores é que a eleição de Franklin Delano Roosevelt em 1932 inaugurou uma "era liberal (progressista)", em que o governo teve papel ativo para garantir direitos sociais e civis. Essa era durou grosso modo até 1968, quando, como já citei aqui, Richard Nixon venceu um Partido Democrata dividido apelando para a "maioria silenciosa", majoritariamente branca, sulista e socialmente conservadora.

A "era conservadora" se consolidou com a eleição de Reagan, em 1980, e incluiu o governo de Bill Clinton _que obviamente não era um conservador social como George W. Bush, mas endossou, com sua Terceira Via, muitos dos paradigmas econômicos conservadores, como a liberalização financeira e a redução do Estado de bem-estar.

Pois hoje dois artigos muito bons discutem se a eleição de Obama vai inaugurar uma nova era. O primeiro, longo e excelente (imprimam para ler com calma), é de George Packer e foi publicado na edição desta semana da "New Yorker".

Packer começa citando Roosevelt e sua visão de que, em meio à Grande Depressão, os Estados Unidos precisavam de um líder "cujos interesses não fossem especiais mas gerais, alguém que entendesse e tratasse o país como um todo", e que não fosse "nem conservador nem radical". Que fosse, na definição dele, "liberal", que "reconhecesse a necessidade de novos mecanismos, mas também trabalhasse para controlar o processo de mudanças, a fim de que o rompimento com o padrão antigo não fosse muito violento".

Packer prossegue então dizendo que, pela primeira vez desde Lyndon Johnson (sucessor de Kennedy e antecessor de Nixon), na campanha deste ano "a idéia de que o governo deve adotar ações incisivas para criar oportunidades iguais para todos os cidadãos não teve que ser explicada em murmúrios defensivos". Discute, depois, se Barack Obama estará à altura do desafio histórico de consolidar "um novo liberalismo", lembrando que, na campanha, houve dois Obamas, o "progressista" e o "pós-partidário".

"Existe alguma tensão entre essas duas abordagens", escreve Packer, "e ele terá que reconciliar as duas se quiser cumprir a ambição de trazer mudança para este país".

O outro artigo é de Jay Cost, analista do site Real Clear Politics. Mais atento aos mapas do Colégio Eleitoral produzidos por eleições desde o século 19, Cost questiona primeiro a própria noção de eleição de realinhamento e conclui que, mesmo que a idéia esteja correta, os números da eleição de Obama não chegaram nem perto de produzir a virada política que ficou clara, por exemplo, no mapa americano pós-Roosevelt, em 1932.

Eu acho, de todo modo, que é cedo demais para dizer se um realinhamento político nos Estados Unidos vai ser duradouro. Mas não tenho dúvidas de que, muito por causa da crise econômica, esta campanha representou sim a derrota da era conservadora.

Claro que a coalizão que elegeu Obama não é homogênea, e seu governo vai ser julgado a partir de suas escolhas de que interesses vai privilegiar. Tenho ainda menos ilusões a respeito da política externa de um governo Obama do que a respeito da política interna. Mas, como diz o filósofo esloveno Slavov Zizek em artigo publicado no domingo no caderno "Mais" da Folha, por mais que você seja cético, as palavras importam e são importantes sinais dos tempos. 

Escrito por Claudia Antunes às 15h09

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Saldão de inverno

Saldão de inverno

Ao contrário do que eu imaginava, os bottons da campanha de Obama (que perderam o valor funcional, mas ganharam o histórico) estão uma pechincha. Comprei 10 por US$ 5 no fim de semana. Na imagem abaixo, há uns 10 dias, eram US$ 2 a unidade. Já os de McCain e Sarah Palin, que sempre foram mais raros em Nova York, sumiram de vez.


Obama continua em alta, mas os seus broches...

Escrito por Daniel Bergamasco às 15h02

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Sesão Comédia

Sesão Comédia

Sarah Palin voltou ao Alasca, mas é só por enquanto. Cotada para a corrida republicana em 2012 e a emprego na TV, ela voltará às manchetes a qualquer momento. Até lá, segue abaixo um vídeo com os maiores "foras" da governadora na campanha. E isso porque ela só ficou dois meses na chapa. 

Escrito por Daniel Bergamasco às 14h52

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Nada do que foi será

Nada do que foi será

Se a internet mostrou finalmente impacto na campanha eleitoral, indo além do mero folheto eletrônico, ela também pode revolucionar a comunicação entre um governante e seu povo (ou pelo menos dar essa impressão). É a aposta de Obama, que deverá nomear um "Chief Technology Officer" em sua equipe, segundo a imprensa americana (o governo de Bush tem um cargo para segurança cibernética, mas não é a mesma coisa).

A Folha Online publicou matéria, leia aqui. Eu também escrevi a respeito na Folha de domingo, aqui.

O site de transição para o governo Obama já é uma tentativa de mostrar transparência e aproximação. Estão ali as atividades desse período, para acompanhamento dos cidadãos, formulário para quem quiser trabalhar na Casa Branca (você quer? clique aqui!) e um campo para eleitores compartilharem sua história de campanha.

Escrito por Daniel Bergamasco às 14h25

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Casamento gay, esquerda e caretice

Casamento gay, esquerda e caretice

Vi muita gente argumentar que o sinal de vitória sobre o conservadorismo dado pela eleição de Barack Obama teria sido manchado pela derrota do casamento gay na Califórnia, na Flórida e em outros Estados.

De fato, tudo indica que os mesmos eleitores negros e latinos que votaram maciçamente em Obama também votaram em sua maioria contra o casamento gay _mas note-se, não contra a união civil de homossexuais, que continuará existindo nesses Estados, nem a favor de muitos projetos submetidos a referendo ou plebiscito que visavam restringir o direito ao aborto e que foram derrotados.

Eu acho esse raciocínio furado por dois motivos.

Em primeiro lugar, porque casamento gay nunca foi o sinal básico da diferença entre direita e esquerda em nenhuma parte. Como diz um clássico do italiano Norberto Bobbio, e como ensina a história, a diferença entre direita e esquerda é dada pela valorização de um mínimo de igualdade e justiça social como requisito para o desenvolvimento de uma sociedade verdadeiramente democrática.

Nos Estados Unidos, cuja tradição política vem dos filósofos liberais do século 18, essa valorização da igualdade é expressada no eufemismo, tantas vezes repetido por Obama em seus discursos, da "igualdade de oportunidades". Isso é traduzido, entre outras coisas, na defesa de um sistema de impostos mais progressivo para "espalhar a riqueza", na frase do presidente eleito a Joe, o encanador que foi tão atacada pela campanha de McCain como sinal de "socialismo".

Os conservadores nos Estados Unidos valorizam sobretudo as chamadas "liberdades negativas", o direito das pessoas de não serem importunadas por governos ou outros, em detrimento das "liberdades positivas", entre elas os direitos à educação, à saúde, ao emprego. Claro que também os conservadores são os primeiros a minar as liberdades individuais que dizem prezar quando o alvo é o inimigo, seja ele "comunista" (lembrem-se do macartismo) ou "terrorista" (lembrem-se do Ato Patriótico sob Bush).

Foram os conservadores americanos que inventaram, nas "guerras culturais" a partir de Richard Nixon, que a diferença entre direita e esquerda eram os chamados "valores morais". Com isso, tiraram o foco das mudanças que viriam a implantar na estrutura básica da sociedade, no sentido de redução das oportunidades (ou da igualdade). Hoje, os Estados Unidos têm a sociedade mais desigual entre os países ricos.

Nesse sentido, a vitória de Obama foi sim um repúdio ao conservadorismo que desde Ronald Reagan vem pregando que, se você beneficiar o topo da pirâmide econômica, a riqueza vai automaticamente se espalhar para a base, sem que sejam necessários um governo ou uma coletividade trabalhando para que isso aconteça.

Em segundo lugar, eu acho muito questionável a idéia de que os gays que querem se casar no papel estão sendo intrinsecamente "progressistas".

Se por um lado há a idéia de igualdade de direitos, por outro eles só estão reivindicando o direito de ser conservadores, de terem a "aprovação" da sociedade.

Eu ainda sou do tempo em que casar no papel era sinal de caretice. Estou casada de fato há 20 anos com um homem que amo, tenho dois filhos quase adultos lindos, e nunca tive paciência para ir ao cartório. Nunca achei que esse ritual valesse um minuto da minha vida.  

Escrito por Claudia Antunes às 12h27

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Primeira coletiva

Primeira coletiva

Ok, o sujeito ganha 53% dos votos e, em sua primeira coletiva, a coisa mais detalhada e novidadeira que ele disse é que quer pegar um cachorrinho de um abrigo? E que há a questão da alergia da filha?

As perguntas dos repóteres foram ruins. Mas Obama meio que pôs tudo "on hold", porque, como ele explicou, "os EUA têm um presidente por vez". E ele precisa de tempo para escolher direitinho seu gabinete _como fez, afirmou, com seu vice. Então, nada de nomeações apressadas.

Fora isso? Disse que se a atual legislatura não aprovar o segundo pacote de estímulo à economia essa será a primeira coisa que quererá ver resolvida ao assumir. E repetiu algumas coisas da campanha, como cortar impostos da clase média etc etc. 

Até faria sentido, mas nenhuma pistazinha ante a premência da crise econômica? On hold.

Escrito por Luciana Coelho às 18h30

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Além da cor

Além da cor

(AFP)
 
No início da madrugada de ontem, quando ficou claro que Barack Obama seria eleito presidente, ficamos em um debate aqui na Redação sobre quanto ressaltar o fato de ele ser negro. Afinal, é algo sem dúvida histórico, posto que caiu uma barreira, mas que, ao meu ver, não pode ser dado como a epítome desta eleição.
 
Pois hoje o historiador britânico Timothy Garton Ash, em artigo no jornal canadense "Globe and Mail", escreve mais ou menos o que eu e a Claudia estávamos argumentando aqui: resumir a eleição de Obama a isso é empobrecer o debate.
 
(No mínimo, é ignorar fatos importantes, como a tentativa de ruptura com um modo de pensar isolacionista que pouco serve num mundo tão interdependente; a formação de uma nova coalizão de forças nos EUA, ditada sobretudo pelas mudanças demográficas no país; a fantástica máquina de campanha que penetrou com sucesso entre uma parcela adormecida do eleitorado, os jovens. E o momento, a crise econômica e a fadiga das guerras que levaram o eleitor americano a buscar algo o mais diferente possível de George W. Bush.)
 
Mas a análise de Garton Ash não é nem política, é sociológica e historiográfica _lembremos que a mãe do candidato é branca, que os avós que o criaram são brancos, e que o pai dele, negro, era queniano, sem o peso da escravatura em seu passado:
 
"Obama é muito mais do que um americano negro. Como um número crescente de cidadãos em nosso mundo mestiço, ele é, como o colunista Michael Kinsley colocou, um caldeirão étnico em um homem só. Isso o qualifica para representar todos os americanos, de toda ascendência pe tom de pele, que eu vi nas longas filas de gente esperando para votar em Washington.
 
Obama é o primeiro presidente pós-étnico. Reduzir essa história à dicotomia preto/branco é tão útil quanto tirar uma fotografia preta-e-branca de uma cena colorida. John McCain pode ter destacado Joe, o encanador para representar a já fora de moda 'maioria silenciosa' de americanos brancos de classe trabalhadora, mas agora esses já constituem uma minoria não tão silenciosa assim. E José o encanador votou para Obama (...)
 
Ao apresentá-lo, durante a campanha, na Flórida, Bill Clinton destacou essa nova diversidade ao dizer que tanto a Flórida quanto Obama representavam o 'presente do mundo e o futuro da América'. Para mim é o inverso: o presente da América e o futuro do mundo. Onde os EUA antes ficavam para trás eles hoje mostram o caminho."
 

Escrito por Luciana Coelho às 16h33

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O futuro de Sarah Palin

O futuro de Sarah Palin

A campanha presidencial mais pop que já se viu nos EUA deixa como legado instantâneo algumas celebridades no mercado nacional. De cara, todos os que se destacaram saem mais ricos com vendas de livros e cachês de palestras lá em cima, especialmente Hillary Clinton (não estou contabilizando aqui gastos dos próprios com suas campanhas). O pastor ultraconservador Mike Huckabee, que teve certo destaque nas prévias republicanas, e chega a ser engraçado de tão radical em suas posições, descolou um programa na Fox News (ele é ótimo orador e está se saindo bem). Crescem agora as apostas sobre o futuro de Sarah Palin, a bela governadora do Alasca, bastante carismática, que entrou pelo cano (junto com "Joe, the plumber", que fala em lançar um CD!) por não conseguir mostrar o mínimo de conhecimento em questões políticas e que acabou esnobada dentro do próprio partido. Dizem que ela quer ser candidata à Presidência em 2012. Acho que ela teria mais chances no "Dancing With the Stars".

Também duvido que ela se contente em ficar isolada no frio do Alasca (bela reportagem da "New Yorker" desenha uma moça bem mais ambiciosa). No "Saturday Night Live", a Tina Fey brinca que ela quer ser a Oprah branca. Eu acho que ela está mais para Luciana Gimenez, com sua beleza, charme, ambição e aquilo que nos bastidores das TVs brasileiras chama-se cinicamente de "burrice necessária"*, para que o apresentador faça as perguntas que qualquer um faria, como faz o Silvio Santos** (*É sério, já ouvi essa expressão em ao menos duas emissoras quando cobria mídia; ** Não é preciso ser burro de verdade, apenas fingir bem).


Depois do Caldeirão do Huckabee, a TV americana
ganhará o Superpop da Sarah Palin?

Escrito por Daniel Bergamasco às 14h30

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Chicago

Chicago

Passei a tarde na correria, por isso só voltei a blogar agora. No caminho, muitas cenas da comoção obamista de Chicago. Escolhi esta: um ônibus escolar com meninas empunhando cartazes com o nome do novo presidente e fazendo a maior festa.



Outro clique:

Escrito por Daniel Bergamasco às 22h35

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Festa em Miami

A Flórida votou por pouco menos de 200 mil votos de diferença pela vitória de Barack Obama. Em Miami, a festa foi na Ocean Drive, avenida do distrito Art Deco, e reuniu brancos, negros, latinos, asiáticos, americanos, estrangeiros, todos cantando "Yes We Can". Mas só até a polícia chegar ...

A polícia chegou, ameaçou prender quem não saísse da avenida e

bloqueou o quarteirão para acabar com o buzinaço

 

Escrito por Andrea Murta às 21h39

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4 de novembro de 2008, Chicago, Illinois

4 de novembro de 2008, Chicago, Illinois

Voltei há pouco do Grant Park, onde Obama, conforme prometido, e conforme profundamente desejado aqui em Chicago, subiu ao palco para anunciar que será o próximo presidente dos Estados Unidos. Antes, quando a CNN deu a notícia projetando o resultado, o público do parque viu a cena por um telão ao lado do palco e explodiu em emoção. Como em um gol de pênalti decisivo no final de uma Copa do Mundo? Muito, muito mais. Era uma festa de aplausos, pulos, lágrimas e de abraços apertados por todos os lados. Quando Obama discursou, o silêncio só era quebrado por aplausos e gritos de guerra, como "Yes, we can" ("sim, nós podemos").


Público no Grant Park, em Chicago


Centenas de milhares de pessoas participaram da
festa no entorno da área restrita do parque



Tenda de imprensa e a iluminação do palco
ao fundo


Público no parque e, lá atrás, prédio iluminado com a sigla U.S.A.


As eleitoras acima moram em Chicago, mas se hospedaram
em hotel em frente ao Grant Park para ver Barack Obama

Escrito por Daniel Bergamasco às 05h45

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Obama agradece

Obama agradece

Eleitor de Obama festeja em West Palm Beach (Flórida) (AP)

Pipocou no meu email a mensagem do Obama a todos cadastrados no site dele. Com algum atraso, a julgar pela primeira linha. Mas ele disparou emails antes de discursar _algo típico de sua campanha atípica, centrada no potencial multiplicador/mobilizador das ferramentas da internet.

Friend --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack

Escrito por Luciana Coelho às 04h13

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Os discursos

Os discursos

Atualizado nesta quarta... McCain parabeniza Obama ...e Obama discursa como presidente eleito.

Escrito por Luciana Coelho às 03h41

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PERFIL

O blog Folha na Sucessão de Bush coloca uma lupa na eleição presidencial nos EUA e magnifica a cobertura da Folha. Com os repórteres Sérgio Dávila, Fernando Rodrigues, Daniel Bergamasco e Andrea Murta em campo e os comentários da editora de Mundo da Folha, Claudia Antunes, e da editora-adjunta, Luciana Coelho, traz bastidores, discussões e curiosidades que ajudam a explicar este momento de transição na história americana.

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